Ministro de Minas e Energia diz que Governo vai abrir mercado de gás natural

O ministro de Minas e Energia fala sobre as ações desenvolvidas pela pasta nos primeiros 100 dias de governo (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Bento Albuquerque afirma que monopólio da Petrobras não é uma coisa saudável

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou nesta quinta-feira, que o governo federal vai abrir o mercado de gás natural à concorrência. Para o ministro, o fato da empresa estatal Petrobras atuar com exclusividade na maior parte das atividades relacionadas à importação e produção do gás é contrária aos interesses dos consumidores.

O ministro disse, ao apresentar as realizações e projetos que a pasta encaminhou nos 100 primeiros dias de governo:

“A gente vê que esse monopólio que já está identificado não é uma coisa saudável. Particularmente para o desenvolvimento do setor e para os consumidores”.

Albuquerque acrescentou, esclarecendo que a abertura do mercado de gás natural se insere na definição de novas políticas públicas para o setor energético:

“A Petrobras tem que estar inserida dentro de uma política pública, e é isso que estamos definindo”.

O ministro disse, lembrando que o assunto já está em debate no grupo formado por representantes do ministério, da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade):

“Agora, como (a abertura) vai ser executada ainda vai ser definido. Porque é muito fácil falar que vamos abrir o mercado de gás. O interessante é como (fazê-lo). Estamos trabalhando para estabelecer a política, para definir como será o novo mercado de gás”.

Urânio

Bento Albuquerque disse que o governo federal estuda formas de liberar a mineração de urânio à iniciativa privada, sem a necessidade de mudanças na Constituição Federal.

O ministro falou sobre os trabalhos do grupo coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI):

“Há um grupo interministerial analisando (o tema) e acreditamos que, em junho, teremos esses estudos concluídos. Aquilo que for necessário tramitar no Congresso tramitará, mas o nosso objetivo é que a mineração (de urânio) possa ser realizada através de normas infralegais”.

O ministro acrescentou:

“Já existe um trabalho relacionado à questão da mineração do urânio no Brasil. O grupo de trabalho ainda está aberto e é coordenado pelo GSI. Ali foram analisadas algumas alternativas além da alteração da Constituição Federal. Ou seja, temos alternativas para realizar a mineração de urânio com investimento privado sem a necessidade de alterar a Constituição”.

Albuquerque concluiu:

“Atualmente, o texto constitucional garante o monopólio estatal sobre a exploração do urânio, atividade controlada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de urânio. A Constituição também confere à União a competência privativa para legislar sobre as atividades nucleares de qualquer natureza.”

Fontes: Agência Brasil de Notícias e Correio do Povo

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